sexta-feira, 19 de outubro de 2007
22 - Aceitação
Domingo à tarde. Estava pronta para fazer minha caminhada. Cabelo amarrado num rabo de cavalo, boné, bermuda, camiseta e tênis. Estava pronta para ação. Saí do apartamento e fui em direção ao parque. Ainda pensava no jantar de ontem. Precisava me conformar definitivamente que Joanna jamais seria minha novamente. Cheguei ao parque e continuei caminhando e pensando. Lembrei que Amanda novamente tentara um contato mais íntimo. Tentou beijar-me. Não permiti. Não seria entrando nesse relacionamento que eu esqueceria Joanna. Joanna, saudades de você minha deusa de cabelos de fogo. Sinto tanto a sua falta. Senti meus olhos se encherem de lágrimas. Controlei para não chorar. Caminhar chorando, era só o que faltava.
Joanna passou por mim e me cumprimentou. Levei um susto, mas retribuí a saudação. E ela seguiu em frente. Estava com os cabelos presos e boné. Caraca, meu coração quase pulou fora. Ela continuava uns vinte metros a minha frente. De repente a vi torcer o tornozelo e levar um tombo. Corri até ela, preocupada. Cheguei nela e fui perguntando:
- Joanna, tudo bem? Perguntinha infame, a pessoa está ali caída, óbvio que não está tudo bem, mas acabamos perguntando mesmo assim.
- Oi Marta, nada bem, torci meu tornozelo, e está doendo muito. Respondeu e fez uma cara de dor.
- Vem, eu te ajudo. Estendi a mão para ela. Ela aceitou e pegou minha mão.
Tremi com o contato. Ajudei-a a levantar. Ela se apoiou em mim, passou o braço ao redor do meu pescoço, pois não estava conseguindo pisar no chão com o pé torcido. Fomos caminhando lentamente até o apartamento dela. Mas durante todo este trajeto estive consciente daquele corpo colado ao meu. Deus, como estou conseguindo sobreviver sem este contato? Perguntei-me. Precisava disso para viver. Era vital para mim.
Entramos em seu apartamento e fechei a porta e ela continuou com o braço em volta do meu pescoço. Tentei levá-la até o sofá, mas senti resistência. Olhei para ela e disse que tínhamos que ver como estava o pé. Ela passou o outro braço em volta do meu pescoço. Ficamos de frente nos encarando.
- O que você quer, Joanna? Perguntei.
- Você! Ela respondeu e tentou me beijar. Desviei, o beijo pegou na bochecha.
- Por quê você está fazendo isto? Perguntei com o coração aos pulos. Ela queria me enlouquecer, era isso?
- Porque descobri que não consigo viver sem você. Quero você. Desejo você. Eu AMO você. Ela falou me olhando nos olhos e senti meu corpo esquentar. Meu sangue corria rápido nas veias. Minha garganta secou. Engoli em seco. Minha vontade era beijá-la. Mas tive medo de sofrer outra rejeição. Desfiz o contato tirando os braços dela ao redor de meu pescoço.
Fui até o sofá e me sentei. Ela mancou e fez o mesmo.
- Por que isso agora? E aquele homem que estava com você ontem? E o seu medo de um relacionamento homossexual? Disparei um monte de perguntas.
- Quantas perguntas. Ela sorriu. - Mas vou respondê-las. Isso agora porque eu descobri que te amo. Aquele homem ERA meu namorado, terminei ontem à noite ao descobrir que te amo. E quanto ao meu medo de um relacionamento com você, não existe mais porque te amo.
Fiquei olhando para ela sem acreditar no que eu estava ouvindo. Já tinha me dito quatro vezes que me amava. Eu estava radiante, pulava por dentro de alegria, mas o medo persistia.
- E aquela mulher que estava com você? Ela me perguntou.
- Era Amanda. Só temos amizade, nada mais. Respondi encarando aqueles olhos verdes. Minhas esmeraldas.
- Mas parece que pra ela não é só amizade. Joanna comentou se lembrando do ato possessivo.
- Mas para mim é apenas isso. Respondi quase não conseguindo conter a vontade de beijá-la.
Ela se aproximou de mim, passou sua mão em meu rosto, delineou minha boca com seu dedo. Não resisti e o beijei. Ela se aproximou mais. Passei o meu braço pela sua cintura e levantei do sofá trazendo ela comigo. Subi a outra mão até seus cabelos. Soltei eles e enfiei minha mão naquela cabeleira cor de fogo. Gemi de prazer com esse contato. Com uma mão em sua cintura e a outra em sua nuca trouxe ela para mim, e a beijei, um beijo sofrido, cheio de saudades, mas aos poucos foi se tornando sensual, cheio de desejo. Ela enfiou a mão por baixo da minha camiseta e acariciou minhas costas, me puxou para ela. Tirou a minha camiseta, meu sutiã, fiz o mesmo com ela. Retiramos o restante de nossas roupas. Nos abraçamos e o contato de nossos corpos nus, me enlouqueceu. Soltei um gemido e ela também. Nos beijamos novamente, nossas línguas se exploravam mutuamente. Interrompi o beijo e fui beijando o caminho até seu pescoço, subi até sua orelha e dei uma leve mordiscada, ela gemeu e me abraçou mais forte ainda. Virei ela de costas e passei minhas mãos por sua barriga, subi uma mão até sua boca, passei meus dedos por sua boca, Joanna sugou eles, beijei sua nuca, suas costas, desci minha mão até seu sexo, senti ele encharcado. Ela gemeu. Fomos para seu quarto, com cuidado para não machucar mais seu pé torcido, nos deitamos e dei dedicação especial aos seus seios, circulei seu mamilo com minha língua, provoquei ele, ela gemeu mais ainda. Dizia que não agüenta mais, mas continuei minha exploração, fui para o outro seio, fiz a mesma coisa, desci beijando sua barriga até chegar ao seu sexo. Seu cheiro me deixou inebriada. Precisava do seu néctar. Joanna abriu as pernas e eu me deliciei naquele pedaço do paraíso, lambi, suguei, penetrei com a língua, ela enlouquecia e arqueava seus quadris, intensifiquei o movimento, senti seu corpo tremer fortemente e ela explodiu num gozo intenso. Fiz o caminho inverso, subi beijando e lambendo seu corpo até chegar em sua boca onde a capturei num beijo alucinado de desejo. Disse a ela que não acabou. Beijei seu pescoço, voltei minha atenção novamente aos seus seios, minhas frutas suculentas, provei-os com carinho e vontade. Desci minha mão até seu sexo e a provoquei acariciando ele, ela gemeu loucamente e me pediu para fazê-la minha. Penetrei sua cavidade quente e molhada e comecei a fazer o movimento ritmado de vai e vem. Joanna se contorceu toda e pediu para eu ir mais rápido. Aumentei os movimentos cada vez mais até ela dar um grito alucinado e tremer todo o seu corpo. Senti-o relaxar. Retirei meus dedos suavemente. E a abracei trazendo-a para cima de mim. Ficamos ali um tempo, esperando nossas respirações voltarem ao normal.
- Eu amo você Marta. Como nunca amei ninguém. Ela me diz com seus olhos presos aos meus.
Meu coração acabou de receber alta. Sorri com esse pensamento.
Ela continua. - O que eu sinto com você é intenso, nunca tive tanto prazer desta forma. Só você consegue fazer meu corpo tremer desse jeito.
- Folgo em saber. Respondi rindo e sapecando um beijo na sua bochecha. - Eu também te amo, muito, mas muito mesmo.
Ela me deu um beijo intenso e recomeçamos as carícias. Nossos corpos se inflamaram novamente e desta vez ela assumiu o controle, fiquei à mercê das suas vontades. Ela fez eu ir ao céu, com direito a retorno várias vezes. O que sentíamos era um fogo incontrolável. Passamos a noite nos amando. Até que nossos corpos saciados e cansados, mas felizes, dormissem.
Acordei. Estendi meu braço para alcançá-la, mas ela não estava mais na cama. Senti meu corpo gelar, meu coração se apertar e me bateu um desespero. De novo não. Eu não suportaria. Alguns segundos depois a vi entrando com o café da manhã numa bandeja. Alívio. Sorri para ela. Não mancava. Não mancava?!
- Você não está mancando? Perguntei, pois acabei de lembrar-me do seu tornozelo.
Ela me deu um sorriso sacana e deu um leve sapateado. Foi armação. Não existiu nenhuma torção no tornozelo. Mas que danada! Amava essa mulher de cabelos de fogo. Ela veio até mim e me deu um beijo. Coloquei a bandeja do lado e a puxei para mim, beijei com vontade, com desejo, com amor. O desjejum ficou para depois. Nossa necessidade era mais urgente. Ah, hoje era segunda-feira, mas enforcamos. Ligamos avisando que tinha acontecido um imprevisto. Tínhamos coisas mais importantes para fazer. E deliciosas.
---------------------
Seis meses se passaram, seis meses de pura felicidade. Tínhamos uma sintonia incrível. Estava em meu escritório e lembrava-me de meu plano. Armei de torcer o tornozelo durante uma caminhada no parque. Fiz plantão em minha porta aquele domingo desde manhã. Já era de tardezinha e já estava quase desistindo quando ouvi a porta de Marta se abrir, espiei pelo olho mágico e ela estava vestida para dar sua caminhada. Enchi-me de felicidade. Era o momento, esperei mais dois minutos, tempo suficiente para que Marta descesse pelo elevador e fui atrás. Se minha idéia não desse certo pensaria em outras mil coisas, tinha decidido reconquistá-la. E consegui. Marta teve a idéia genial de fazer uma porta de ligação entre os dois apartamentos, estávamos ora no meu, ora no dela. Ainda não tinha saído do armário, mas planejava fazer isso o quanto antes, queria viver livremente com a mulher que eu amava. Precisava dizer ao mundo que amava aquela mulher intensamente.
***FIM***
----------------------------
Queridas leitoras,
Aí está o conto completinho como foi prometido. Espero que tenham apreciado ele. Foi, eu diria, a minha estréia.
Agradeço os e-mails enviados (e que foram respondidos com muito carinho), os comentários postados no blog (não respondi pq não tinha um endereço de e-mail..rsrs) e os elogios recebidos pelo MSN.
Como prometi, em breve - domingo para ser mais exata - posto o meu segundo conto e espero que gostem deste também.
Um beijo no coração de cada uma
Gatafield
Joanna passou por mim e me cumprimentou. Levei um susto, mas retribuí a saudação. E ela seguiu em frente. Estava com os cabelos presos e boné. Caraca, meu coração quase pulou fora. Ela continuava uns vinte metros a minha frente. De repente a vi torcer o tornozelo e levar um tombo. Corri até ela, preocupada. Cheguei nela e fui perguntando:
- Joanna, tudo bem? Perguntinha infame, a pessoa está ali caída, óbvio que não está tudo bem, mas acabamos perguntando mesmo assim.
- Oi Marta, nada bem, torci meu tornozelo, e está doendo muito. Respondeu e fez uma cara de dor.
- Vem, eu te ajudo. Estendi a mão para ela. Ela aceitou e pegou minha mão.
Tremi com o contato. Ajudei-a a levantar. Ela se apoiou em mim, passou o braço ao redor do meu pescoço, pois não estava conseguindo pisar no chão com o pé torcido. Fomos caminhando lentamente até o apartamento dela. Mas durante todo este trajeto estive consciente daquele corpo colado ao meu. Deus, como estou conseguindo sobreviver sem este contato? Perguntei-me. Precisava disso para viver. Era vital para mim.
Entramos em seu apartamento e fechei a porta e ela continuou com o braço em volta do meu pescoço. Tentei levá-la até o sofá, mas senti resistência. Olhei para ela e disse que tínhamos que ver como estava o pé. Ela passou o outro braço em volta do meu pescoço. Ficamos de frente nos encarando.
- O que você quer, Joanna? Perguntei.
- Você! Ela respondeu e tentou me beijar. Desviei, o beijo pegou na bochecha.
- Por quê você está fazendo isto? Perguntei com o coração aos pulos. Ela queria me enlouquecer, era isso?
- Porque descobri que não consigo viver sem você. Quero você. Desejo você. Eu AMO você. Ela falou me olhando nos olhos e senti meu corpo esquentar. Meu sangue corria rápido nas veias. Minha garganta secou. Engoli em seco. Minha vontade era beijá-la. Mas tive medo de sofrer outra rejeição. Desfiz o contato tirando os braços dela ao redor de meu pescoço.
Fui até o sofá e me sentei. Ela mancou e fez o mesmo.
- Por que isso agora? E aquele homem que estava com você ontem? E o seu medo de um relacionamento homossexual? Disparei um monte de perguntas.
- Quantas perguntas. Ela sorriu. - Mas vou respondê-las. Isso agora porque eu descobri que te amo. Aquele homem ERA meu namorado, terminei ontem à noite ao descobrir que te amo. E quanto ao meu medo de um relacionamento com você, não existe mais porque te amo.
Fiquei olhando para ela sem acreditar no que eu estava ouvindo. Já tinha me dito quatro vezes que me amava. Eu estava radiante, pulava por dentro de alegria, mas o medo persistia.
- E aquela mulher que estava com você? Ela me perguntou.
- Era Amanda. Só temos amizade, nada mais. Respondi encarando aqueles olhos verdes. Minhas esmeraldas.
- Mas parece que pra ela não é só amizade. Joanna comentou se lembrando do ato possessivo.
- Mas para mim é apenas isso. Respondi quase não conseguindo conter a vontade de beijá-la.
Ela se aproximou de mim, passou sua mão em meu rosto, delineou minha boca com seu dedo. Não resisti e o beijei. Ela se aproximou mais. Passei o meu braço pela sua cintura e levantei do sofá trazendo ela comigo. Subi a outra mão até seus cabelos. Soltei eles e enfiei minha mão naquela cabeleira cor de fogo. Gemi de prazer com esse contato. Com uma mão em sua cintura e a outra em sua nuca trouxe ela para mim, e a beijei, um beijo sofrido, cheio de saudades, mas aos poucos foi se tornando sensual, cheio de desejo. Ela enfiou a mão por baixo da minha camiseta e acariciou minhas costas, me puxou para ela. Tirou a minha camiseta, meu sutiã, fiz o mesmo com ela. Retiramos o restante de nossas roupas. Nos abraçamos e o contato de nossos corpos nus, me enlouqueceu. Soltei um gemido e ela também. Nos beijamos novamente, nossas línguas se exploravam mutuamente. Interrompi o beijo e fui beijando o caminho até seu pescoço, subi até sua orelha e dei uma leve mordiscada, ela gemeu e me abraçou mais forte ainda. Virei ela de costas e passei minhas mãos por sua barriga, subi uma mão até sua boca, passei meus dedos por sua boca, Joanna sugou eles, beijei sua nuca, suas costas, desci minha mão até seu sexo, senti ele encharcado. Ela gemeu. Fomos para seu quarto, com cuidado para não machucar mais seu pé torcido, nos deitamos e dei dedicação especial aos seus seios, circulei seu mamilo com minha língua, provoquei ele, ela gemeu mais ainda. Dizia que não agüenta mais, mas continuei minha exploração, fui para o outro seio, fiz a mesma coisa, desci beijando sua barriga até chegar ao seu sexo. Seu cheiro me deixou inebriada. Precisava do seu néctar. Joanna abriu as pernas e eu me deliciei naquele pedaço do paraíso, lambi, suguei, penetrei com a língua, ela enlouquecia e arqueava seus quadris, intensifiquei o movimento, senti seu corpo tremer fortemente e ela explodiu num gozo intenso. Fiz o caminho inverso, subi beijando e lambendo seu corpo até chegar em sua boca onde a capturei num beijo alucinado de desejo. Disse a ela que não acabou. Beijei seu pescoço, voltei minha atenção novamente aos seus seios, minhas frutas suculentas, provei-os com carinho e vontade. Desci minha mão até seu sexo e a provoquei acariciando ele, ela gemeu loucamente e me pediu para fazê-la minha. Penetrei sua cavidade quente e molhada e comecei a fazer o movimento ritmado de vai e vem. Joanna se contorceu toda e pediu para eu ir mais rápido. Aumentei os movimentos cada vez mais até ela dar um grito alucinado e tremer todo o seu corpo. Senti-o relaxar. Retirei meus dedos suavemente. E a abracei trazendo-a para cima de mim. Ficamos ali um tempo, esperando nossas respirações voltarem ao normal.
- Eu amo você Marta. Como nunca amei ninguém. Ela me diz com seus olhos presos aos meus.
Meu coração acabou de receber alta. Sorri com esse pensamento.
Ela continua. - O que eu sinto com você é intenso, nunca tive tanto prazer desta forma. Só você consegue fazer meu corpo tremer desse jeito.
- Folgo em saber. Respondi rindo e sapecando um beijo na sua bochecha. - Eu também te amo, muito, mas muito mesmo.
Ela me deu um beijo intenso e recomeçamos as carícias. Nossos corpos se inflamaram novamente e desta vez ela assumiu o controle, fiquei à mercê das suas vontades. Ela fez eu ir ao céu, com direito a retorno várias vezes. O que sentíamos era um fogo incontrolável. Passamos a noite nos amando. Até que nossos corpos saciados e cansados, mas felizes, dormissem.
Acordei. Estendi meu braço para alcançá-la, mas ela não estava mais na cama. Senti meu corpo gelar, meu coração se apertar e me bateu um desespero. De novo não. Eu não suportaria. Alguns segundos depois a vi entrando com o café da manhã numa bandeja. Alívio. Sorri para ela. Não mancava. Não mancava?!
- Você não está mancando? Perguntei, pois acabei de lembrar-me do seu tornozelo.
Ela me deu um sorriso sacana e deu um leve sapateado. Foi armação. Não existiu nenhuma torção no tornozelo. Mas que danada! Amava essa mulher de cabelos de fogo. Ela veio até mim e me deu um beijo. Coloquei a bandeja do lado e a puxei para mim, beijei com vontade, com desejo, com amor. O desjejum ficou para depois. Nossa necessidade era mais urgente. Ah, hoje era segunda-feira, mas enforcamos. Ligamos avisando que tinha acontecido um imprevisto. Tínhamos coisas mais importantes para fazer. E deliciosas.
---------------------
Seis meses se passaram, seis meses de pura felicidade. Tínhamos uma sintonia incrível. Estava em meu escritório e lembrava-me de meu plano. Armei de torcer o tornozelo durante uma caminhada no parque. Fiz plantão em minha porta aquele domingo desde manhã. Já era de tardezinha e já estava quase desistindo quando ouvi a porta de Marta se abrir, espiei pelo olho mágico e ela estava vestida para dar sua caminhada. Enchi-me de felicidade. Era o momento, esperei mais dois minutos, tempo suficiente para que Marta descesse pelo elevador e fui atrás. Se minha idéia não desse certo pensaria em outras mil coisas, tinha decidido reconquistá-la. E consegui. Marta teve a idéia genial de fazer uma porta de ligação entre os dois apartamentos, estávamos ora no meu, ora no dela. Ainda não tinha saído do armário, mas planejava fazer isso o quanto antes, queria viver livremente com a mulher que eu amava. Precisava dizer ao mundo que amava aquela mulher intensamente.
***FIM***
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Queridas leitoras,
Aí está o conto completinho como foi prometido. Espero que tenham apreciado ele. Foi, eu diria, a minha estréia.
Agradeço os e-mails enviados (e que foram respondidos com muito carinho), os comentários postados no blog (não respondi pq não tinha um endereço de e-mail..rsrs) e os elogios recebidos pelo MSN.
Como prometi, em breve - domingo para ser mais exata - posto o meu segundo conto e espero que gostem deste também.
Um beijo no coração de cada uma
Gatafield
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
21 - Ciúmes
Sábado à noite chega. Não estava muito empolgada para sair, mas me esforçava para ficar animada. Minha vontade era ficar em casa. Meu coração? Estava muito machucado ainda. Se pudesse desenhá-lo ele seria assim: todo enfaixado e com uma muletinha embaixo do bracinho. Ri do pensamento. De vez em quando tinha surtos de maluquice. Estava pronta e tínhamos combinado que eu passaria na casa de Amanda e de lá seguiríamos ao tal restaurante. E assim foi feito.
O novo restaurante ficava no bairro do Batel. Estava lotado. Amanda fizera as reservas com antecedência. Caso contrário, não seríamos atendidas. O garçom nos levou até nossa mesa. Neste momento Amanda coloca seu braço em minha cintura pelas costas. Não gostava quando ela fazia isso, parecia querer demonstrar que tinha minha posse. Saí do contato e sentei-me na cadeira, Amanda também. Recebemos o menu e estávamos escolhendo o que jantaríamos quando sinto aquela sensação de alguém me encarando. Olho pra ver quem é. Gelei. Era Joanna, acompanhada de um homem. Ela estava de frente para mim. Meu coração pulava no peito. Minhas mãos suavam. Engoli em seco. Minha barriga gelou. Ela me encarava com aqueles olhos verdes que eu tanto amava. Estavam duas esmeraldas brilhantes. Não decifrei seu olhar, mas devia ser surpresa. Cortei o contato visual. Voltei a olhar o menu. Não enxergava nada na minha frente. Senti um imenso nó na garganta. Como era dolorido ver ela acompanhada. Mas era o que ela desejava, a companhia de um homem. Não podia fazer nada, apenas lamentar meu azar de ter me apaixonado por ela.
- Você está bem? Perguntou Amanda, percebendo algo.
- Sim, apenas um leve mal estar. Mas, estou bem, nem se preocupe. Respondi sorrindo para ela.
- Mesmo? Perguntou e balancei a cabeça num gesto afirmativo. - Já decidiu o que vai querer?
- Hoje deixo você decidir. E dei um imenso sorriso para ela. Precisava disfarçar senão Amanda perceberia que eu não estava bem, e eu não queria que ela soubesse da minha história. Não tinha contado para ela. Amanda então fez os pedidos e continuamos conversando banalidades.
-----------------------------
Eu não acreditava que estava vendo Marta. Ela estava com uma mulher. Não a conhecia. Mas deviam estar namorando, pois a outra a segurou pela cintura possessivamente. Senti um ciúmes louco quando vi isso. Minha vontade foi de se levantar e bater naquela morena que estava com ela. Me assustei com minha reação. Não consegui desviar o olhar, até que Marta me viu, mas continuei a olhá-la. Senti saudades daqueles olhos azuis, queria estar com ela. Marta desviou o olhar, falou alguma coisa com a morena e deu um sorriso lindo e depois mais outro. Senti ferver de ciúmes. Sim, senti ciúmes, estava enlouquecida. Queria aquele sorriso, queria aquela mulher só para mim. Não conseguia desviar o olhar. Percebi que sentia muito mais do que desejo por Marta. Sentia amor. Agora entendia a saudade que sentia dela, a constância dela em meus pensamentos. Tudo estava claro para mim.
- Joanna? Joanna?
- Hãnn..
- Está tudo bem? Perguntou Jorge.
- Um leve mal estar, mas é passageiro, Jorge. Respondi com receio de que ele percebesse minha perturbação.
- Estava pensando em irmos para minha casa depois do jantar. O que você acha? Perguntou sorrindo para mim.
De repente perdi o interesse em Jorge, tudo o que eu queira era estar com Marta, e não com ele. Ir ao seu apartamento significava terem algo mais íntimo e realmente não estava nem um pouco interessada. Iria terminar esse relacionamento. Fora um erro desde o início. Mas faria isso depois do jantar. Não iria estragar o momento.
- Eu não estou muito bem, Jorge. Respondi. Prefiro ir para minha casa e descansar, pois estou com uma leve dor de cabeça, e não seria uma boa companhia hoje. Senti decepção em seu olhar.
- Tudo bem. Respondeu com um sorriso triste.
Nesse momento nossos pedidos chegaram. Evitei ao máximo ficar encarando Marta, mas quando percebia já estava olhando para ela. Ela também me encarava. Tinha decidido que reconquistaria Marta. Era com ela que eu queria ficar. Viveria essa relação. Seria feliz como nunca fora. Acabei de ter uma idéia. Sorri com este pensamento.
O novo restaurante ficava no bairro do Batel. Estava lotado. Amanda fizera as reservas com antecedência. Caso contrário, não seríamos atendidas. O garçom nos levou até nossa mesa. Neste momento Amanda coloca seu braço em minha cintura pelas costas. Não gostava quando ela fazia isso, parecia querer demonstrar que tinha minha posse. Saí do contato e sentei-me na cadeira, Amanda também. Recebemos o menu e estávamos escolhendo o que jantaríamos quando sinto aquela sensação de alguém me encarando. Olho pra ver quem é. Gelei. Era Joanna, acompanhada de um homem. Ela estava de frente para mim. Meu coração pulava no peito. Minhas mãos suavam. Engoli em seco. Minha barriga gelou. Ela me encarava com aqueles olhos verdes que eu tanto amava. Estavam duas esmeraldas brilhantes. Não decifrei seu olhar, mas devia ser surpresa. Cortei o contato visual. Voltei a olhar o menu. Não enxergava nada na minha frente. Senti um imenso nó na garganta. Como era dolorido ver ela acompanhada. Mas era o que ela desejava, a companhia de um homem. Não podia fazer nada, apenas lamentar meu azar de ter me apaixonado por ela.
- Você está bem? Perguntou Amanda, percebendo algo.
- Sim, apenas um leve mal estar. Mas, estou bem, nem se preocupe. Respondi sorrindo para ela.
- Mesmo? Perguntou e balancei a cabeça num gesto afirmativo. - Já decidiu o que vai querer?
- Hoje deixo você decidir. E dei um imenso sorriso para ela. Precisava disfarçar senão Amanda perceberia que eu não estava bem, e eu não queria que ela soubesse da minha história. Não tinha contado para ela. Amanda então fez os pedidos e continuamos conversando banalidades.
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Eu não acreditava que estava vendo Marta. Ela estava com uma mulher. Não a conhecia. Mas deviam estar namorando, pois a outra a segurou pela cintura possessivamente. Senti um ciúmes louco quando vi isso. Minha vontade foi de se levantar e bater naquela morena que estava com ela. Me assustei com minha reação. Não consegui desviar o olhar, até que Marta me viu, mas continuei a olhá-la. Senti saudades daqueles olhos azuis, queria estar com ela. Marta desviou o olhar, falou alguma coisa com a morena e deu um sorriso lindo e depois mais outro. Senti ferver de ciúmes. Sim, senti ciúmes, estava enlouquecida. Queria aquele sorriso, queria aquela mulher só para mim. Não conseguia desviar o olhar. Percebi que sentia muito mais do que desejo por Marta. Sentia amor. Agora entendia a saudade que sentia dela, a constância dela em meus pensamentos. Tudo estava claro para mim.
- Joanna? Joanna?
- Hãnn..
- Está tudo bem? Perguntou Jorge.
- Um leve mal estar, mas é passageiro, Jorge. Respondi com receio de que ele percebesse minha perturbação.
- Estava pensando em irmos para minha casa depois do jantar. O que você acha? Perguntou sorrindo para mim.
De repente perdi o interesse em Jorge, tudo o que eu queira era estar com Marta, e não com ele. Ir ao seu apartamento significava terem algo mais íntimo e realmente não estava nem um pouco interessada. Iria terminar esse relacionamento. Fora um erro desde o início. Mas faria isso depois do jantar. Não iria estragar o momento.
- Eu não estou muito bem, Jorge. Respondi. Prefiro ir para minha casa e descansar, pois estou com uma leve dor de cabeça, e não seria uma boa companhia hoje. Senti decepção em seu olhar.
- Tudo bem. Respondeu com um sorriso triste.
Nesse momento nossos pedidos chegaram. Evitei ao máximo ficar encarando Marta, mas quando percebia já estava olhando para ela. Ela também me encarava. Tinha decidido que reconquistaria Marta. Era com ela que eu queria ficar. Viveria essa relação. Seria feliz como nunca fora. Acabei de ter uma idéia. Sorri com este pensamento.
20 - Novo relacionamento
Dois meses se passaram. Na realidade se arrastaram. O inverno continuava, mas estava menos intenso. Combinava com meu estado de espírito. Continuava deprimida, ainda chorava pelos cantos e a dor se fazia insuportável. Mas tinha de tocar a minha vida. Me afundei no trabalho. Passei a atender aos sábados e à noite para poder ficar menos tempo em casa sozinha. Fui duramente criticada por Carol, mas foi a maneira que encontrei de ficar menos tempo possível no condomínio. Nas minhas caminhadas no parque no fim de semana, passei a ir ao final da tarde. Até mudei de supermercado, fazia minhas compras em um mais longe, mas preferia assim. Não podia ver uma lata de leite condensado que me lembrava dela. Descobri que leite condensado me fazia chorar. Evitava a sessão. Por incrível que pareça, não nos vimos mais. Parecia que tínhamos combinado os horários. Ouvia sua porta abrir e fechar. Ela também devia me ouvir. Nunca mais espiei pelo olho mágico. Fazia tempo que não olhava ele. Desde que passei a receber Joanna em minha casa ele foi esquecido. É.. acho que perdi aquele maldito hábito de espiar o corredor. Ri sozinha. Pelo menos meu bom humor estava voltando. Progresso.
-------------------------
Eu estava em meu escritório e tentava levar minha vida num ritmo normal também. Sonhava constantemente com Marta, que estávamos fazendo amor. Sentia falta daquele corpo colado ao meu. Sentia falta dos beijos dela. Chegava a sentir febre de tanta vontade que tinha de estar em seus braços novamente. Mas sufocava essa vontade ao máximo. Precisava agir assim. Achava que iria "curar" essa paixonite com um novo relacionamento. Assim, comecei há três semanas um relacionamento com Jorge, o sub-gerente. Ele estava de quatro por mim. Gostaria de estar assim por ele também, mas quem sabe com o tempo eu ficaria. Na cama não me sentia à vontade com ele. Mas forçava estar, e parecia que seria minha sina fingir orgasmos. Fui apenas três vezes com ele para cama, foi sofrível e evitava ao máximo este momento. Ele respeitava a minha vontade, mas sentia que ele queria mais, bem mais.
Nunca mais vi Marta, sentia saudades dela, mas sabia ser melhor assim. Tinha parado de ir ao parque, somente para evitar vê-la. Não sabia qual seria minha reação ao revê-la. Lembrei-me da última vez que estivemos juntas, Marta ficara abalada com minha decisão. Minha intenção não era terminar a amizade, queria apenas pedir para evitarmos um contato mais íntimo como tínhamos tido. Não esperava o rompimento brusco. Me desesperei ao ouvir que ela sairia de minha vida, que não me procuraria mais. Chorei muito, sentia uma dor indecifrável no peito que me incomodava constantemente. Sentia muita falta das conversas, dos cinemas, das caminhadas, das risadas, dos olhares. Jorge várias vezes me convidou para ir ao cinema, dizia que não gostava, mas na realidade cinema passou a significar diversão garantida, desde que fosse com Marta. Então sugeria ver filmes na casa dele. Evitava levá-lo ao meu apartamento. Engraçado isso. Era como se não quisesse que Marta me visse com ele. Gostava muito de Marta, não sabia definir ao certo este sentimento. Marta dissera que me amava. Sentia um calor gostoso no corpo quando pensava nisso, me sentia viva. Mas não tinha coragem de namorar uma mulher. Gostaria de ter essa coragem. Seria feliz, com certeza.
Combinei com Jorge de sairmos para jantar no sábado à noite, ele dissera que me levaria num novo restaurante, recém inaugurado, que segundo comentários era ótimo. Gostava da companhia dele, era simpático, divertido, carinhoso, mas não o amava. Disso tinha certeza. Me sentia culpada, pois estava enganando o cara. Me sentia usando ele. Usando para esquecer outra pessoa. Nada nobre. Mas pensava estar fazendo a coisa certa.
------------------------------
Amanda passou a ser figurinha certa na minha vida. Permiti uma aproximação maior, mas nada de reatar o relacionamento que tivemos. Apenas amizade. E fazia questão de deixar isso bem claro para Amanda. Não gostava de dar falsas esperanças. Sabia que Amanda tinha esperanças, mas não as alimentava. Cortava qualquer iniciativa. Amanda me convidou para sairmos no sábado à noite. Um jantar. Disse que recomendaram um restaurante muito bom e queria conhecê-lo. Topei ir, ficar em casa sozinha não ia me ajudar em nada, então melhor me divertir um pouco.
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Eu estava em meu escritório e tentava levar minha vida num ritmo normal também. Sonhava constantemente com Marta, que estávamos fazendo amor. Sentia falta daquele corpo colado ao meu. Sentia falta dos beijos dela. Chegava a sentir febre de tanta vontade que tinha de estar em seus braços novamente. Mas sufocava essa vontade ao máximo. Precisava agir assim. Achava que iria "curar" essa paixonite com um novo relacionamento. Assim, comecei há três semanas um relacionamento com Jorge, o sub-gerente. Ele estava de quatro por mim. Gostaria de estar assim por ele também, mas quem sabe com o tempo eu ficaria. Na cama não me sentia à vontade com ele. Mas forçava estar, e parecia que seria minha sina fingir orgasmos. Fui apenas três vezes com ele para cama, foi sofrível e evitava ao máximo este momento. Ele respeitava a minha vontade, mas sentia que ele queria mais, bem mais.
Nunca mais vi Marta, sentia saudades dela, mas sabia ser melhor assim. Tinha parado de ir ao parque, somente para evitar vê-la. Não sabia qual seria minha reação ao revê-la. Lembrei-me da última vez que estivemos juntas, Marta ficara abalada com minha decisão. Minha intenção não era terminar a amizade, queria apenas pedir para evitarmos um contato mais íntimo como tínhamos tido. Não esperava o rompimento brusco. Me desesperei ao ouvir que ela sairia de minha vida, que não me procuraria mais. Chorei muito, sentia uma dor indecifrável no peito que me incomodava constantemente. Sentia muita falta das conversas, dos cinemas, das caminhadas, das risadas, dos olhares. Jorge várias vezes me convidou para ir ao cinema, dizia que não gostava, mas na realidade cinema passou a significar diversão garantida, desde que fosse com Marta. Então sugeria ver filmes na casa dele. Evitava levá-lo ao meu apartamento. Engraçado isso. Era como se não quisesse que Marta me visse com ele. Gostava muito de Marta, não sabia definir ao certo este sentimento. Marta dissera que me amava. Sentia um calor gostoso no corpo quando pensava nisso, me sentia viva. Mas não tinha coragem de namorar uma mulher. Gostaria de ter essa coragem. Seria feliz, com certeza.
Combinei com Jorge de sairmos para jantar no sábado à noite, ele dissera que me levaria num novo restaurante, recém inaugurado, que segundo comentários era ótimo. Gostava da companhia dele, era simpático, divertido, carinhoso, mas não o amava. Disso tinha certeza. Me sentia culpada, pois estava enganando o cara. Me sentia usando ele. Usando para esquecer outra pessoa. Nada nobre. Mas pensava estar fazendo a coisa certa.
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Amanda passou a ser figurinha certa na minha vida. Permiti uma aproximação maior, mas nada de reatar o relacionamento que tivemos. Apenas amizade. E fazia questão de deixar isso bem claro para Amanda. Não gostava de dar falsas esperanças. Sabia que Amanda tinha esperanças, mas não as alimentava. Cortava qualquer iniciativa. Amanda me convidou para sairmos no sábado à noite. Um jantar. Disse que recomendaram um restaurante muito bom e queria conhecê-lo. Topei ir, ficar em casa sozinha não ia me ajudar em nada, então melhor me divertir um pouco.
terça-feira, 16 de outubro de 2007
19 - A vida segue...
No final de semana seguinte fui ao hotel fazenda. Precisava conversar desesperadamente com Fabiana. Sabia que ela iria me puxar as orelhas, pois tinha me alertado dessa possibilidade, de Joanna me fazer sofrer. Mas o amor não tem razão. O pior de tudo era saber que a mulher que eu amava com toda a força do meu ser, morava ao meu lado, a poucos metros de distância. A possibilidade de um encontro no corredor era iminente. Não sei como reagiria se a visse novamente.
Chegando na fazenda, fui conversar com Fabiana, ela já estava sabendo por alto o que tinha acontecido, pois adiantei-lhe sobre o que queria falar com ela. Ficou super preocupada comigo. Queria vir a Curitiba, mas falei que não, que eu queria ir pra fazenda, precisava me distrair, repensar minha vida. Ela me deu um abraço de urso, daqueles que você se sente protegida. Caí em prantos, ela deixou-me ficar abraçada a ela por longos minutos. Após sentamos na varanda.
- Martinha, meu anjo, não queria nunca te ver assim. Disse me dando um sorriso.
- Eu sei, você me avisou... mas como saber se não acontecer. Falei tentando sorrir. Meus olhos estavam vermelhos e inchados de tanto chorar. Me senti um caco. Um caquinho humano.
- Você vai superar isso, Martinha. A vida bate forte, verga a gente, mas não quebra. Mas me conta o que aconteceu.
- Estou até agora tentando entender as atitudes dela. Quando estivemos aqui da última vez, aconteceu um beijo. Na cabana, numa brincadeira, ela caiu em cima de mim e me beijou. Depois me deu um gelo, ficamos dez dias sem nos falar. De repente ela bate em minha porta, abro e ela se joga em meus braços, me agarrando e me beijando. Fizemos amor à noite toda. Falei que estava apaixonada por ela. Fabiana me ouvia atentamente. Continuei. – Na noite seguinte ela queria falar comigo. Disse que foi um erro...
- Um erro! Puta que pariu! Xingou Fabiana.
- Pois é. Disse que foi um erro e que isso não aconteceria novamente. Aí eu me desesperei, disse que a amava e ela falou que não poderia corresponder ao meu amor porque não era como eu. Uma lágrima escorre em meu rosto, levo a mão até ela e a seco.
- Puta que pariu de novo. Desculpe, Martinha, mas tive que xingar. O que essa mulher quer? Perguntou pra mim.
- Gostaria de saber. Não tenho essa resposta. Tento entender, penso mil coisas, mas nunca chego a nenhuma conclusão. A única coisa que entendi é que ela tem preconceito com esse tipo de relacionamento. Com os outros tudo bem, mas com ela nem pensar.
- Putz, que mulher complicada essa. Quer, mas depois foge. Caraca. Minha amiga, você não merecia isso. Você a viu depois disso? Quis saber.
- Não, e nem quero. Melhor ficar longe. Disse que ia sair da vida dela. Que ela estaria livre de mim. Senti um nó no peito ao dizer isso. Outra lágrima escorre em meu rosto. Droga! Tinha que parar de chorar.
- Bom, não sei se estou certa, mas ela parece estar vivendo um dilema. Quer, cede, depois se arrepende e recua. Conjecturou Fabiana.
- Não sei se é isso. Para mim, parece que ela está se divertindo as minhas custas. Deve ter sido curiosidade. Saber como é estar com outra mulher na cama.
- É... pode ser isso também. Mas o importante é que você vai dar a volta por cima disso tudo. Quero ver um sorriso de novo nesse seu rosto lindo. Sorri e ela também. Resolvi mudar de assunto.
- E o Gustavo. Como vocês estão?
Ela riu. – É Augusto. Tô quase chutando o traseiro dele. Está muito mala ultimamente.
- Sério? Por quê? Perguntei curiosa.
- Acha que já me ganhou. Que eu tô comendo na mão dele. Acredita nisso? Falou rindo.
- Você? Comendo na mão de um homem. Está para nascer esse homem. Rimos com esse comentário.
Conversamos um monte. Fiz bem em ter vindo pra cá. Embora com o coração despedaçado, aproveitei o máximo que pude do meu hotel fazenda preferido, menos a piscina, era inverno e água gelada não era meu forte. Voltei e a vida seguia seu ritmo normal.
Chegando na fazenda, fui conversar com Fabiana, ela já estava sabendo por alto o que tinha acontecido, pois adiantei-lhe sobre o que queria falar com ela. Ficou super preocupada comigo. Queria vir a Curitiba, mas falei que não, que eu queria ir pra fazenda, precisava me distrair, repensar minha vida. Ela me deu um abraço de urso, daqueles que você se sente protegida. Caí em prantos, ela deixou-me ficar abraçada a ela por longos minutos. Após sentamos na varanda.
- Martinha, meu anjo, não queria nunca te ver assim. Disse me dando um sorriso.
- Eu sei, você me avisou... mas como saber se não acontecer. Falei tentando sorrir. Meus olhos estavam vermelhos e inchados de tanto chorar. Me senti um caco. Um caquinho humano.
- Você vai superar isso, Martinha. A vida bate forte, verga a gente, mas não quebra. Mas me conta o que aconteceu.
- Estou até agora tentando entender as atitudes dela. Quando estivemos aqui da última vez, aconteceu um beijo. Na cabana, numa brincadeira, ela caiu em cima de mim e me beijou. Depois me deu um gelo, ficamos dez dias sem nos falar. De repente ela bate em minha porta, abro e ela se joga em meus braços, me agarrando e me beijando. Fizemos amor à noite toda. Falei que estava apaixonada por ela. Fabiana me ouvia atentamente. Continuei. – Na noite seguinte ela queria falar comigo. Disse que foi um erro...
- Um erro! Puta que pariu! Xingou Fabiana.
- Pois é. Disse que foi um erro e que isso não aconteceria novamente. Aí eu me desesperei, disse que a amava e ela falou que não poderia corresponder ao meu amor porque não era como eu. Uma lágrima escorre em meu rosto, levo a mão até ela e a seco.
- Puta que pariu de novo. Desculpe, Martinha, mas tive que xingar. O que essa mulher quer? Perguntou pra mim.
- Gostaria de saber. Não tenho essa resposta. Tento entender, penso mil coisas, mas nunca chego a nenhuma conclusão. A única coisa que entendi é que ela tem preconceito com esse tipo de relacionamento. Com os outros tudo bem, mas com ela nem pensar.
- Putz, que mulher complicada essa. Quer, mas depois foge. Caraca. Minha amiga, você não merecia isso. Você a viu depois disso? Quis saber.
- Não, e nem quero. Melhor ficar longe. Disse que ia sair da vida dela. Que ela estaria livre de mim. Senti um nó no peito ao dizer isso. Outra lágrima escorre em meu rosto. Droga! Tinha que parar de chorar.
- Bom, não sei se estou certa, mas ela parece estar vivendo um dilema. Quer, cede, depois se arrepende e recua. Conjecturou Fabiana.
- Não sei se é isso. Para mim, parece que ela está se divertindo as minhas custas. Deve ter sido curiosidade. Saber como é estar com outra mulher na cama.
- É... pode ser isso também. Mas o importante é que você vai dar a volta por cima disso tudo. Quero ver um sorriso de novo nesse seu rosto lindo. Sorri e ela também. Resolvi mudar de assunto.
- E o Gustavo. Como vocês estão?
Ela riu. – É Augusto. Tô quase chutando o traseiro dele. Está muito mala ultimamente.
- Sério? Por quê? Perguntei curiosa.
- Acha que já me ganhou. Que eu tô comendo na mão dele. Acredita nisso? Falou rindo.
- Você? Comendo na mão de um homem. Está para nascer esse homem. Rimos com esse comentário.
Conversamos um monte. Fiz bem em ter vindo pra cá. Embora com o coração despedaçado, aproveitei o máximo que pude do meu hotel fazenda preferido, menos a piscina, era inverno e água gelada não era meu forte. Voltei e a vida seguia seu ritmo normal.
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
18 - Decepção
No horário combinado, fui ao apartamento de Joanna. Estava com o coração aos pulos, senti um imenso frio na barriga. Estava nervosa, não sabia o que Joanna queria conversar. Toquei a campainha. Ela abriu a porta. Deu-me um sorriso nervoso e disse:
- Olá Marta, entre.
Senti que a conversa não seria coisa boa. Não me cumprimentou nem com o tradicional abraço e o beijinho na bochecha. Essa conversa não seria fácil. Meu coração estava apertado.
- Oi Joanna.
Sentamos no sofá e ela me ofereceu uma bebida. Recusei, não queria nada, o que quer que ela queria me dizer iria descer a seco mesmo. Ela esfregou as mãos, passou a mão no cabelo. Gestos típicos de quem estava nervoso. Olhou para mim e começou a falar:
- Marta, eu chamei você aqui por que precisamos conversar sobre o que aconteceu na noite passada. Falou e continuava me olhando.
Saquei qual era a conversa. Iria me dispensar. – Sou toda ouvidos. Falei irônica. Mas com o coração pequenininho.
- O que... o que aconteceu ontem foi um erro. Não devia ter acontecido. Falou sem olhar para mim.
- Um erro?! Um erro, Joanna? Você queria tanto quanto eu. Não me pareceu um ERRO enquanto estávamos nos amando. Enfatizei a palavra "erro".
- Mas não vai acontecer novamente. Falou.
- Qual é a sua, Joanna? Perguntei alterada. – Me dá um beijo e depois me dá um gelo. Bate na minha porta e se joga em meus braços e depois me bota pra escanteio. Levantei-me, estava irada. - O que você quer? Matar sua curiosidade, é isso? Saber se é bom transar com outra mulher? QUAL É A SUA, JOANNA? Falei gritando, estava transtornada, não conseguia acreditar naquilo. Se tivesse sido minha a iniciativa de fazermos amor, até entenderia que ela estivesse confusa, mas caraca, foi ela quem se jogou pra cima de mim, veio com tudo. Merda!
- Calma, Marta. Não grite, por favor.
- Calma, você me pede calma. Eu estou apaixonada por você. EU TE AMO! – Falei desesperada e já começando a chorar. Era demais pra mim. Não merecia isso. Ninguém merecia.
- Eu não posso corresponder a esse amor, não sou como você. Ela falou baixinho, quase não consegui ouvir.
- Preconceito. Achei que você não tivesse isso. Me enganei. É... mais uma porrada na minha vida. Mas não se preocupe, vou sumir da sua vida, já que te incomodo ser do jeito que sou. Não quero te incomodar. Falei e fui caminhando em direção à porta.
- Espere...
Segurei a maçaneta e abri a porta, virei-me para ela e disse olhando em seus olhos, ela chorava, eu também. – Estou saindo da sua vida, Joanna. Sinta-se livre de mim. Saí e bati a porta.
Entrei no meu apartamento, minha vontade era de chutar tudo, tamanha decepção estava sentindo. Parecia que eu tinha uma imensa mão apertando meu coração. Sentei em minha cama e apoiei a cabeça em minhas mãos. Chorei copiosamente. Meu coração estava ferido de morte. Não tinha mais vontade de nada. Nem com Amanda minha decepção tinha sido tão intensa. A dor era insuportável. Queria morrer. Não queria mais nada, apenas morrer. Minha vida acabava ali. Deixei meu corpo cair na cama e fiquei ali por horas, chorando, acabei adormecendo.
- Olá Marta, entre.
Senti que a conversa não seria coisa boa. Não me cumprimentou nem com o tradicional abraço e o beijinho na bochecha. Essa conversa não seria fácil. Meu coração estava apertado.
- Oi Joanna.
Sentamos no sofá e ela me ofereceu uma bebida. Recusei, não queria nada, o que quer que ela queria me dizer iria descer a seco mesmo. Ela esfregou as mãos, passou a mão no cabelo. Gestos típicos de quem estava nervoso. Olhou para mim e começou a falar:
- Marta, eu chamei você aqui por que precisamos conversar sobre o que aconteceu na noite passada. Falou e continuava me olhando.
Saquei qual era a conversa. Iria me dispensar. – Sou toda ouvidos. Falei irônica. Mas com o coração pequenininho.
- O que... o que aconteceu ontem foi um erro. Não devia ter acontecido. Falou sem olhar para mim.
- Um erro?! Um erro, Joanna? Você queria tanto quanto eu. Não me pareceu um ERRO enquanto estávamos nos amando. Enfatizei a palavra "erro".
- Mas não vai acontecer novamente. Falou.
- Qual é a sua, Joanna? Perguntei alterada. – Me dá um beijo e depois me dá um gelo. Bate na minha porta e se joga em meus braços e depois me bota pra escanteio. Levantei-me, estava irada. - O que você quer? Matar sua curiosidade, é isso? Saber se é bom transar com outra mulher? QUAL É A SUA, JOANNA? Falei gritando, estava transtornada, não conseguia acreditar naquilo. Se tivesse sido minha a iniciativa de fazermos amor, até entenderia que ela estivesse confusa, mas caraca, foi ela quem se jogou pra cima de mim, veio com tudo. Merda!
- Calma, Marta. Não grite, por favor.
- Calma, você me pede calma. Eu estou apaixonada por você. EU TE AMO! – Falei desesperada e já começando a chorar. Era demais pra mim. Não merecia isso. Ninguém merecia.
- Eu não posso corresponder a esse amor, não sou como você. Ela falou baixinho, quase não consegui ouvir.
- Preconceito. Achei que você não tivesse isso. Me enganei. É... mais uma porrada na minha vida. Mas não se preocupe, vou sumir da sua vida, já que te incomodo ser do jeito que sou. Não quero te incomodar. Falei e fui caminhando em direção à porta.
- Espere...
Segurei a maçaneta e abri a porta, virei-me para ela e disse olhando em seus olhos, ela chorava, eu também. – Estou saindo da sua vida, Joanna. Sinta-se livre de mim. Saí e bati a porta.
Entrei no meu apartamento, minha vontade era de chutar tudo, tamanha decepção estava sentindo. Parecia que eu tinha uma imensa mão apertando meu coração. Sentei em minha cama e apoiei a cabeça em minhas mãos. Chorei copiosamente. Meu coração estava ferido de morte. Não tinha mais vontade de nada. Nem com Amanda minha decepção tinha sido tão intensa. A dor era insuportável. Queria morrer. Não queria mais nada, apenas morrer. Minha vida acabava ali. Deixei meu corpo cair na cama e fiquei ali por horas, chorando, acabei adormecendo.
domingo, 14 de outubro de 2007
17 - Contradições
Fiquei com ela abraçada, com nossos corpos suados e saciados coladinhos. Jamais poderia imaginar que seria tão delicioso fazer amor com ela. Meus sonhos não chegavam nem aos pés da sensação que senti. Amava aquela mulher. Nos olhamos e novamente nos beijamos. Ela encosta a cabeça nos meus ombros e ficamos ali, sem dizer nenhuma palavra. Resolvi quebrar o silêncio.
- Por que você me ignorou esses dias todos? Precisava daquela resposta. – Sofri muito com isso.
Ela olha em meus olhos e responde: - Eu tinha medo. Medo do que eu estava sentindo por você.
- Ainda tem medo? Pergunto sapecando-lhe um beijo no nariz.
- Ainda não sei como lidar com isso. Isso é muito novo para mim. Responde. Não era a resposta que eu esperava ouvir. Gostaria de ter ouvido: "Não, não tenho mais medo".
- Joanna, eu... eu estou apaixonada por você. Abri meu coração. Queria que ela soubesse disso.
Ela me dá um beijo, contorna meus lábios com sua língua. Foi o bastante para nos acendermos novamente. Mas desta vez ela se virou rapidamente e ficou por cima de mim. Adorei seu peso. Senti seu sexo encostar em mim, molhado, quente, quase enlouqueci com este pequeno contato. Ela sugou meus seios, passou a mão pelas minhas pernas, passou a mão pelo meu sexo. Soltei um gemido e abri as pernas pedindo um contato mais íntimo. Ela me judiava e não me penetrava. Ficou beijando todas as partes do meu corpo, me alucinando. Disse que queria ser dela. Implorei. Ela tornou a se deitar por cima de mim e me beijou, sua língua brincou com a minha, beijou meu pescoço, sua mão atrevida desceu novamente para meu sexo, acariciou-o e me penetrou com seus dedos. Senti seus dedos deslizarem dentro de mim. Loucura. Ela movimentou sua mão rapidamente, cada vez mais forte e senti um orgasmo incontrolável tomando conta do meu corpo. Relaxamos nossos corpos cansados e ficamos abraçadinhas. Dei um monte de beijinhos nas sardas do seu rosto. Ela riu. Continuamos abraçadas sentido os nossos corações batendo. Acabamos adormecendo. Tive um sono maravilhoso.
Acordei. Senti meu corpo relaxado. Estiquei o braço para o lado para tocar em Joanna, mas ... estava vazio. Ué, cadê ela? Levantei-me e a procurei pelo apartamento. Ela não estava. Olhei a hora, eram sete horas da manhã. Lembrei-me que tinha paciente às sete e meia. Caraca, estava atrasadíssima. Tomei um banho rápido, nem tive tempo de tomar o desjejum e saí apressada para o meu consultório. Estava com a agenda lotada hoje. Estava transbordando de felicidade. Na cara, um sorriso de orelha a orelha.
---------------------
Estava em meu escritório pensando nos acontecimentos ocorridos na última noite. Fui até o apartamento de Marta para conversar e continuar com a amizade. Mas, não consegui me controlar e acabou acontecendo o que secretamente desejava, fazer amor com Marta. Foi maravilhoso, uma experiência única. Não imaginava que uma mulher pudesse dar tanto prazer à outra. Jamais nenhum namorado meu proporcionara o prazer que senti. Jamais. Estava assustada com a intensidade dos meus sentimentos. Quando Marta abriu a porta, nem pensei e simplesmente meu corpo tomou conta da minha razão. Estava apreensiva com o rumo que isso estava tomando. Não poderia levar isso adiante. Ainda que sentisse desejo por Marta. Era uma loucura continuar com isso. Não poderia continuar. Tinha que parar por aqui. Precisaria ter uma conversa definitiva com ela. E que desta vez eu não perdesse a minha razão. Tomei uma decisão, liguei para Marta e combinamos de nos vermos no meu apartamento ainda hoje.
-----------------------
Marta, antes transbordando de felicidade, agora estava apreensiva. Joanna se mostrara seca ao telefone. Queria conversar com ela ainda esta noite. Não estava pressentindo boa coisa. Será que se arrependera? Meu deus, que agonia isso. Essa mulher vai acabar me deixando maluca. Faz uma coisa e depois muda de idéia. E eu como é que fico nessa história? Acabei passando o dia preocupada. Desesperada.
- Por que você me ignorou esses dias todos? Precisava daquela resposta. – Sofri muito com isso.
Ela olha em meus olhos e responde: - Eu tinha medo. Medo do que eu estava sentindo por você.
- Ainda tem medo? Pergunto sapecando-lhe um beijo no nariz.
- Ainda não sei como lidar com isso. Isso é muito novo para mim. Responde. Não era a resposta que eu esperava ouvir. Gostaria de ter ouvido: "Não, não tenho mais medo".
- Joanna, eu... eu estou apaixonada por você. Abri meu coração. Queria que ela soubesse disso.
Ela me dá um beijo, contorna meus lábios com sua língua. Foi o bastante para nos acendermos novamente. Mas desta vez ela se virou rapidamente e ficou por cima de mim. Adorei seu peso. Senti seu sexo encostar em mim, molhado, quente, quase enlouqueci com este pequeno contato. Ela sugou meus seios, passou a mão pelas minhas pernas, passou a mão pelo meu sexo. Soltei um gemido e abri as pernas pedindo um contato mais íntimo. Ela me judiava e não me penetrava. Ficou beijando todas as partes do meu corpo, me alucinando. Disse que queria ser dela. Implorei. Ela tornou a se deitar por cima de mim e me beijou, sua língua brincou com a minha, beijou meu pescoço, sua mão atrevida desceu novamente para meu sexo, acariciou-o e me penetrou com seus dedos. Senti seus dedos deslizarem dentro de mim. Loucura. Ela movimentou sua mão rapidamente, cada vez mais forte e senti um orgasmo incontrolável tomando conta do meu corpo. Relaxamos nossos corpos cansados e ficamos abraçadinhas. Dei um monte de beijinhos nas sardas do seu rosto. Ela riu. Continuamos abraçadas sentido os nossos corações batendo. Acabamos adormecendo. Tive um sono maravilhoso.
Acordei. Senti meu corpo relaxado. Estiquei o braço para o lado para tocar em Joanna, mas ... estava vazio. Ué, cadê ela? Levantei-me e a procurei pelo apartamento. Ela não estava. Olhei a hora, eram sete horas da manhã. Lembrei-me que tinha paciente às sete e meia. Caraca, estava atrasadíssima. Tomei um banho rápido, nem tive tempo de tomar o desjejum e saí apressada para o meu consultório. Estava com a agenda lotada hoje. Estava transbordando de felicidade. Na cara, um sorriso de orelha a orelha.
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Estava em meu escritório pensando nos acontecimentos ocorridos na última noite. Fui até o apartamento de Marta para conversar e continuar com a amizade. Mas, não consegui me controlar e acabou acontecendo o que secretamente desejava, fazer amor com Marta. Foi maravilhoso, uma experiência única. Não imaginava que uma mulher pudesse dar tanto prazer à outra. Jamais nenhum namorado meu proporcionara o prazer que senti. Jamais. Estava assustada com a intensidade dos meus sentimentos. Quando Marta abriu a porta, nem pensei e simplesmente meu corpo tomou conta da minha razão. Estava apreensiva com o rumo que isso estava tomando. Não poderia levar isso adiante. Ainda que sentisse desejo por Marta. Era uma loucura continuar com isso. Não poderia continuar. Tinha que parar por aqui. Precisaria ter uma conversa definitiva com ela. E que desta vez eu não perdesse a minha razão. Tomei uma decisão, liguei para Marta e combinamos de nos vermos no meu apartamento ainda hoje.
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Marta, antes transbordando de felicidade, agora estava apreensiva. Joanna se mostrara seca ao telefone. Queria conversar com ela ainda esta noite. Não estava pressentindo boa coisa. Será que se arrependera? Meu deus, que agonia isso. Essa mulher vai acabar me deixando maluca. Faz uma coisa e depois muda de idéia. E eu como é que fico nessa história? Acabei passando o dia preocupada. Desesperada.
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