Fiquei com ela abraçada, com nossos corpos suados e saciados coladinhos. Jamais poderia imaginar que seria tão delicioso fazer amor com ela. Meus sonhos não chegavam nem aos pés da sensação que senti. Amava aquela mulher. Nos olhamos e novamente nos beijamos. Ela encosta a cabeça nos meus ombros e ficamos ali, sem dizer nenhuma palavra. Resolvi quebrar o silêncio.
- Por que você me ignorou esses dias todos? Precisava daquela resposta. – Sofri muito com isso.
Ela olha em meus olhos e responde: - Eu tinha medo. Medo do que eu estava sentindo por você.
- Ainda tem medo? Pergunto sapecando-lhe um beijo no nariz.
- Ainda não sei como lidar com isso. Isso é muito novo para mim. Responde. Não era a resposta que eu esperava ouvir. Gostaria de ter ouvido: "Não, não tenho mais medo".
- Joanna, eu... eu estou apaixonada por você. Abri meu coração. Queria que ela soubesse disso.
Ela me dá um beijo, contorna meus lábios com sua língua. Foi o bastante para nos acendermos novamente. Mas desta vez ela se virou rapidamente e ficou por cima de mim. Adorei seu peso. Senti seu sexo encostar em mim, molhado, quente, quase enlouqueci com este pequeno contato. Ela sugou meus seios, passou a mão pelas minhas pernas, passou a mão pelo meu sexo. Soltei um gemido e abri as pernas pedindo um contato mais íntimo. Ela me judiava e não me penetrava. Ficou beijando todas as partes do meu corpo, me alucinando. Disse que queria ser dela. Implorei. Ela tornou a se deitar por cima de mim e me beijou, sua língua brincou com a minha, beijou meu pescoço, sua mão atrevida desceu novamente para meu sexo, acariciou-o e me penetrou com seus dedos. Senti seus dedos deslizarem dentro de mim. Loucura. Ela movimentou sua mão rapidamente, cada vez mais forte e senti um orgasmo incontrolável tomando conta do meu corpo. Relaxamos nossos corpos cansados e ficamos abraçadinhas. Dei um monte de beijinhos nas sardas do seu rosto. Ela riu. Continuamos abraçadas sentido os nossos corações batendo. Acabamos adormecendo. Tive um sono maravilhoso.
Acordei. Senti meu corpo relaxado. Estiquei o braço para o lado para tocar em Joanna, mas ... estava vazio. Ué, cadê ela? Levantei-me e a procurei pelo apartamento. Ela não estava. Olhei a hora, eram sete horas da manhã. Lembrei-me que tinha paciente às sete e meia. Caraca, estava atrasadíssima. Tomei um banho rápido, nem tive tempo de tomar o desjejum e saí apressada para o meu consultório. Estava com a agenda lotada hoje. Estava transbordando de felicidade. Na cara, um sorriso de orelha a orelha.
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Estava em meu escritório pensando nos acontecimentos ocorridos na última noite. Fui até o apartamento de Marta para conversar e continuar com a amizade. Mas, não consegui me controlar e acabou acontecendo o que secretamente desejava, fazer amor com Marta. Foi maravilhoso, uma experiência única. Não imaginava que uma mulher pudesse dar tanto prazer à outra. Jamais nenhum namorado meu proporcionara o prazer que senti. Jamais. Estava assustada com a intensidade dos meus sentimentos. Quando Marta abriu a porta, nem pensei e simplesmente meu corpo tomou conta da minha razão. Estava apreensiva com o rumo que isso estava tomando. Não poderia levar isso adiante. Ainda que sentisse desejo por Marta. Era uma loucura continuar com isso. Não poderia continuar. Tinha que parar por aqui. Precisaria ter uma conversa definitiva com ela. E que desta vez eu não perdesse a minha razão. Tomei uma decisão, liguei para Marta e combinamos de nos vermos no meu apartamento ainda hoje.
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Marta, antes transbordando de felicidade, agora estava apreensiva. Joanna se mostrara seca ao telefone. Queria conversar com ela ainda esta noite. Não estava pressentindo boa coisa. Será que se arrependera? Meu deus, que agonia isso. Essa mulher vai acabar me deixando maluca. Faz uma coisa e depois muda de idéia. E eu como é que fico nessa história? Acabei passando o dia preocupada. Desesperada.
domingo, 14 de outubro de 2007
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