quarta-feira, 10 de outubro de 2007

13 - Dando um tempo

Passei no consultório e peguei Marta para almoçarmos. Fomos a um restaurante com comida a quilo mesmo. Sentamos à mesa e ela notou que eu não estava bem. Foi logo perguntando:

- Joanna, aconteceu alguma coisa? Você está abatida. Perguntou demonstrando sua preocupação comigo.

- Flagrei o Júlio transando com a secretária dele. Respondi triste.

- O quê?! Como foi isso? Perguntou perplexa.

Contei todo o ocorrido, cheguei a chorar em alguns momentos. Marta me consolou. Mas quando contei que ele estava tentando se explicar e que estava sem as calças, ela caiu numa gargalhada gostosa e eu acabei rindo também. Foi hilário mesmo.

- Terminei com ele. Disse para Marta.

- Fez bem. Sei como é duro ser traída. Flagrar a pessoa amada com outra é muito duro. A gente quer sumir do mundo, mas depois descobrimos que foi melhor assim, é melhor do que continuar sendo enganada. Disse me olhando com aqueles olhos azuis que eu aprendi a adorar.

- É, mas me sinto meio perdida. Falei e fiquei encarando Marta. Estava com uma vontade imensa de abraçar ela.

Senti um frio percorrer minha espinha. Joanna me encarou de uma forma diferente, intensa. Nunca tinha me olhado desta forma. Seus olhos verdes estavam fixos no meu. Quebrei o contato. De repente a fila do self-service passou a me interessar. Tive uma idéia. Não custa tentar. O máximo que ela pode dizer é que não quer.

- Joanna, o que você acha de irmos a um hotel fazenda neste fim de semana? Propus.

- Hummm... ótima idéia. Você já tem idéia de algum?

- Sim, tem um que eu vou sempre. Na realidade vou pra lá desde criança, quando era apenas uma fazenda. É de uns amigos meus. Fica a duas horas de viagem daqui. E então, topas mesmo?

- Topo sim. E quando saímos?

- Que tal na sexta à noite mesmo? Aproveitaríamos melhor o final de semana. Falei e resolvi saber uma coisa. – Você se importaria de ficar na mesma cabana comigo?

- Ora, Marta. Por que eu me importaria? Perguntou parecendo ofendida.

- Desculpe eu perguntar. Mas, é só pra saber. Não quero que pense que estou querendo forçar alguma coisa. Só isso. Expliquei.

- Sem problemas, até porque você não me faria nada de mal. Me olhou zombeteira e completou. – Ou faria? E Caiu na gargalhada. Ri também.

- Não, jamais faria algo que você não quisesse, sua boba.

Continuamos conversando e quando terminamos o almoço resolvemos dar uma caminhada pelas ruas. Vimos algumas vitrines. Quando andávamos, Joanna esbarrava seu braço no meu algumas vezes. Era como se eu levasse pequenos choques. Eu me sentia molhada apenas com este contato. Ansiava por ter um contato maior com ela. Mas sabia que isto era impossível. Mesmo agora que ela estava sozinha. Não mudava nada para mim. Daqui a pouco ela arrumaria outro namorado e eu continuaria sublimando este amor. Sem nenhuma chance de ser consumado. Ela me levou de volta para o consultório e fiz uma ligação para o hotel fazenda. Quem atendeu foi o Jeremias.

- Oi, Jeremias, sou eu, a Marta.

- Oi, minha querida. Estamos com saudades de você. Quando você vai aparecer por aqui? Perguntou feliz.

- Que tal nesse fim de semana?

- Maravilha!! Disse feliz da vida.

- Dessa vez tem uma condição. Falei. – Quero ficar em uma cabana, pois estarei levando mais uma pessoa comigo.

- Você sabe que você não fica nas cabanas, Marta! Comentou fingindo aborrecimento.

- Sei, mas desta vez precisa ser assim. Conto contigo amigo.

- Bom, se é assim, seu desejo é uma ordem. Disse rindo. – Quer ficar na cabana flutuante? Perguntou me enchendo o saco, pois sabia que eu não ficaria nela nem que me pagassem.

- Não seu bobo. Sabe que eu não gosto destas cabanas. Quero uma firme e bem plantada no chão. Falei fingindo indignação.

- Quando você chega?

- Sexta à noite, perto das nove horas. Respondi sorrindo, pensando em como será maravilhoso estar no meu paraíso com a mulher que amo.

- Perfeito, madame. Estaremos aguardando a senhorita chegar com sua comitiva real. Falou brincando. Ri da brincadeira dele.

Despedi-me de Jeremias e fiquei pensando no que poderíamos fazer no hotel. Um fim de semana inteiro com ela ao meu lado. Era bom demais para ser verdade. Lembrei do olhar que ela me deu no restaurante. Tremi só de pensar. Foi tão intenso. Senti uma umidade brotar entre as minhas pernas. Que poder ela tinha comigo. Deixava-me excitada com apenas um olhar. Nunca tive que me controlar tanto com uma mulher ao meu lado. E não quero me iludir pensando em ter esperanças com ela.

2 comentários:

Unknown disse...

Nossa , espero que esse final de semana seja divino pra elas, rs..
Aguardo ansiosa pelo próximo capítulo.

Abraços

Diário de uma Ex-Gordinha disse...

Olá, todos os dias venhos anciosa pra casa esperando vc postar um capitulo novu...rs...amo sua estoria...vc ja fez algum livro?...se sim m fala q vou comprar agora....rs..
Até amanha....rs

Bejinhus**