domingo, 7 de outubro de 2007

10 - Emoções fortes

Sábado. Enfim chegou o momento de irmos ao tão esperado encontro. O cinema! Resolvemos ir com o carro de Joanna, e seguimos em direção ao Shopping Estação. Pegaríamos a sessão das dezoito horas e depois passearíamos um pouco no shopping e iríamos para um restaurante italiano em Santa Felicidade. Ainda não tínhamos decidido qual filme ver. Eu nem sabia quais estavam passando. Na hora veríamos isso. Não cabia em mim de tanta felicidade. Pegava-me sorrindo ao lembrar das "coincidências" da nossa história. Nunca poderia imaginar que esta mulher maravilhosa fosse ser minha vizinha. Aquela que tirou meu sossego naquele final de semana com todos aqueles barulhos típicos de mudança.

Chegamos e fomos direto ao cinema. Estávamos vendo as opções que estavam passando. O filme daquele bruxinho famoso, um desenho infantil, um filme de ação com um monte de socos e tiros e um filme de terror. Muito animador! Pensei irônica. Não tinha nada romântico.

- E então, qual filme vamos ver? Perguntei a Joanna.

- Humm.. não sei. Estava pensando numa coisa meio maluca. Confidenciou.

- É. E o que é? Perguntei extremamente curiosa.

- Você gosta de terror? Me perguntou fazendo uma carinha franzindo o narizinho. Amei essa carinha.

- É... não tenho medo, se é o que você quer saber. Eu chego a rir de algumas coisas, tamanha babaquice. Respondi sorrindo e olhando em seus olhos verdes. Me perdia nesse olhar.

- Então o que você acha de assistirmos este?

- O de terror? Pra mim sem problemas. Ri. - Mas e você? Gosta? Perguntei curiosíssima.

- Se você não se incomodar de eu dar alguns berros de vez em quando. Não resisti e cai numa gargalhada que foi acompanhada por ela.

Rindo fomos comprar o ingresso. Entramos e escolhemos um lugar mais atrás para assistirmos o filme de terror. Depois de alguns minutos começa o filme. No início tudo tranqüilo. Primeiro susto! Aparecem espectros de pessoas mortas, os temíveis fantasmas. A Joanna dá um pulo na poltrona e se agarra em meu braço, tamanho pavor que ela estava sentindo. Fiquei preocupada com a reação dela. Não imaginava que tivesse tanto medo. Perguntei se queria sair e me disse categoricamente que não. Que era assim que ela assistia esses filmes, que se assustava mas tudo ficaria bem depois. Não vou negar que adorei o fato dela se agarrar em mim e isso foi uma constante durante o filme todo. Tinha que ter nervos de aço pra não agarrar essa mulher e beijá-la ali, naquele cinema. A cada susto ela me agarrava, me abraçava e eu ria, ria muito da reação dela. Ela chegou a fazer de conta que estava braba comigo. Num determinado momento do filme, ela deu um berro, mas foi um grito tão forte que acho que o cinema inteiro se assustou e ela enfiou a cara em meu pescoço. Aquilo foi demais pra mim, abracei-a com todo carinho que eu sentia e suavemente ela foi tirando o rosto do meu pescoço, ficamos nos olhando, ambas perdidas no olhar da outra, eu sentia a respiração dela, estávamos com o rosto a pouquíssimos milímetros de distância. Um leve movimento e eu beijaria aquela boca convidativa, feita para o amor. Foram poucos segundos. Estava me controlando herculeamente para não beijá-la, quando sinto ela se afastar bruscamente.

- Me... me de... desculpe pelo susto. Esse foi grande mesmo! Joanna falou tentando rir.

- Tudo bem. Ainda bem que eu estou aqui. Já imaginou se você agarra um estranho. Falei rindo tentando quebrar o estresse gerado pelo momento do quase beijo.

Continuamos vendo e filme e teve mais alguns gritos e era automático, ela se assustava e me agarrava. Acho que ela não conseguia controlar o pavor que estava sentindo. Acho que vou querer ver mais filmes de terror com ela. Adorei a companhia dela, e claro, sem dúvida nenhuma, adorei ser agarrada durante o filme inteiro. Nunca tinha tido essa experiência, mas podem apostar, eu adorei!

Saímos do cinema rindo, claro que eu estava tirando uma com a cara dela. Não perderia esta oportunidade de implicar com ela. Mas ela reagiu bem e chegou a ficar vermelha de vergonha em alguns momentos. Nada pagaria por aquele momento que eu estava passando com ela. Eu estava inebriada com a companhia dela. Sentia-me livre, espontânea, mas obviamente não podia deixar esta espontaneidade extrapolar para a vontade que eu tinha de beijá-la. Passeamos um pouco pelo shopping, vimos algumas vitrines, descobrimos alguns gostos em comum e resolvemos ir ao restaurante.

Decidimos ir ao famoso restaurante Madalosso, no bairro Santa Felicidade. Um restaurante cujo lema é "o pecado é não comer bem". É um restaurante imenso, com estrutura para atender mais de 4.600 pessoas, sua arquitetura lembra um castelo medieval, composto por dez salões finamente decorados e interligados por corredores, formando um verdadeiro complexo gastronômico, mas apesar de todo esse tamanho tem um ambiente acolhedor. Vir a Curitiba e não conhecê-lo é uma falta gravíssima. Deixei que Joanna escolhesse em qual salão iríamos jantar. Já à mesa e com os pedidos devidamente feitos, Joanna comenta:

- Sempre venho aqui com o Júlio.

Um comentário:

Unknown disse...

Eitaaaaa que esse fogo ta ficando incontrolavel mesmo em? rsrsr
Bem to adorando...não demora muito prá postar ....please rsrs.