Resignada. Era como eu me sentia. O final de semana se passara e nem sinal de vida de Joanna. Pela primeira vez ela furou de caminhar comigo no parque. Liguei para seu apartamento várias vezes e não fui atendida em nenhuma. Ficou claro para mim, como num dia ensolarado, que ela não queria mais nada comigo. Por quê? Por quê ela estava fazendo isso comigo? Todo esse tempo controlei-me ao extremo para nunca passar da linha com ela. Para não fazer nada para magoá-la. Evitei isso ao máximo. A minha vontade era de gritar. Era de chorar. Droga. Ela me beija e depois some. Ela quer me enlouquecer, é isso? Me torturar? Seria muito fácil ir até seu apartamento e ficar ali até ela se dignar a abrir a porta. Mas, se ela não me quer ver porque eu deveria fazer isso? Não gosto de impor minha presença. Não quero forçar a barra com ela. Mas eu não estou agüentando isso. Sinto meu mundo desmoronando. Não tenho mais vontade de fazer as coisas. Nada tem graça. Passei a odiar de novo ir ao supermercado, mas não tinha ninguém para fazer isso por mim. Tive de ir. Vi Joanna de longe. Ela estava linda, aliás ela era linda. Senti uma saudade imensa dela, do seu sorriso, dos seus olhos, do seu beijo. O inverno se aproximava. E com ele, sinto dias sombrios chegando.
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Eu estava com o coração partido. Evitar Marta estava me doendo muito. Sentia uma falta imensa da amiga. Chorava todos os dias de saudade. Moravam do lado, tão pertinho, mas ao mesmo tempo tão longe. Marta ligara inúmeras vezes, deixara recado, mas não retornara nenhuma ligação. Ligou também para meu apartamento várias vezes, via seu número no identificador de chamadas e não atendia. Estava evitando ela a todo custo. Nem fui ao parque no fim de semana pra não encontrá-la. Mas isto estava me matando. Não suportava mais tanta saudade. Mas não podia sucumbir ao desejo que estava me corroendo. Minha vontade era de bater na sua porta e agarrá-la, arrancar suas roupas e fazer amor com ela. Sonhava com isso. Mas não podia. Não gostava de mulheres. Não era lésbica. Agarrava-me a esse pensamento como se fosse vital para sobreviver. Não tinha estrutura para viver um relacionamento homossexual. Como lidaria com isso?
Vira Marta fazendo compras, senti uma vontade imensa de ir falar com ela. Controlei-me ao extremo para não ir até ela. Não estava mais suportando isso. Esta distância forçada. Imaginei como Marta deveria estar sofrendo também. E tudo por culpa minha. Senti remorso. Não queria fazer minha amiga sofrer. Mas estava. E estava sofrendo também. Resolvi que estabeleceria contanto novamente. Não agüentava essa separação. Veria Marta de vez em quando, não cortaria o contato como fizera. Iria até seu apartamento hoje à noite e pediria desculpas a ela. Senti-me mais aliviada com esta decisão. Seria o melhor a fazer.
Semana passada foi contratado um novo sub-gerente para auxiliar-me. Jorge era seu nome. Um homem muito simpático e bonito. Senti alguns olhares de cobiça dele. Sabia ser uma bela mulher e que atraía olhares masculinos. Talvez devesse partir para um novo relacionamento e tentar esquecer este desejo que sentia por Marta. Mas não queria me envolver tão cedo. Amadureceria esta idéia, quem sabe poderia me apaixonar por ele.
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Mais um dia se foi sem sentir. Tinha perdido a graça pelas coisas. Ainda bem que tinha meu trabalho, que amava. Tinha acabado de tomar um banho e me alimentado. Iria ver um pouco de tv, já que não estava com cabeça para encarar um livro. Pensava em Joanna todos os dias. Meu deus, que saudades. Só dava vontade de chorar. Tinha que parar com isso. Lembrei-me de um fato ocorrido hoje: Amanda, que estava sumida, aparecera. Fora no consultório para fazer uma profilaxia. Eu era sua dentista antes e pelo visto continuava sendo. Conversamos muito e ela disse que ainda me amava. E que queria tentar de novo. Cortei a idéia, pois eu não a amava mais. Disso tinha certeza. Ela disse então que queria manter uma amizade comigo, quanto a isso não me opus. Como a vida é irônica. Há nove meses antes eu ainda era apaixonada por ela. Agora, vem ela e diz que não me esqueceu. Eu, hein.
A campainha tocou. Não estava esperando ninguém. Quem poderia ser? Abri a porta e não acreditei no que estava vendo. Joanna, parada na minha porta, me encarando com aqueles olhos verdes que tive tanta saudade de olhar. Fiquei sem ação. Abri a boca para falar alguma coisa e no mesmo instante ela me agarrou e me deu um beijo. Abracei ela e correspondi ao beijo. Encostei a porta com uma das mãos e continuei a abraçá-la. Minhas mãos ganharam vida própria. Começaram a passear por aquelas costas. Subi uma das mãos e levei até sua nuca. Trouxe-a para mais perto de mim. Afundei minhas mãos em seus cabelos. Meu coração enlouqueceu, não sabia se batia ou se pulava fora, tamanha emoção. Interrompi o beijo e olhei em seus olhos. Ela me encarou e me sorriu. Retribuí o sorriso. E voltei a lhe beijar, mordisquei seus lábios, brinquei com sua língua e aprofundei o beijo. Puro tesão. Eu estava molhada. Passei a beijar seu pescoço, cheirei ele, queria guardar pra sempre na memória seu cheiro, voltei a beijar sua boca, minhas mãos entraram pela sua blusa acariciando a sua pele sedosa. Tirei sua blusa e na seqüência tirei a minha, eu estava sem sutiã. Ela olhou para meus seios com desejo. Puro desejo. Nenhuma palavra foi dita. Não era necessário. Peguei sua mão e a levei para o quarto. Tiramos o restante das roupas. Nuas. Completamente nuas. Nos abraçamos. Senti meu corpo pegar fogo... incontrolável. Nos beijamos loucamente, o desejo falava mais alto. Deitei ela na cama e fiquei por cima. Eu estava alucinada. Beijei seu pescoço, sua boca, seus olhos. Ela gemeu. Fui até seus seios. Água na boca. Abocanhei um deles como se fosse uma fruta madura. Suguei com delicadeza. Satisfeita fui até o outro. Ela não parava de gemer. A cada gemido dela sentia me queimar por dentro. Desci beijando sua barriga, segui até seu sexo. Passei suavemente um dedo. Ela gemeu. Molhada. Completamente. Novamente minha boca se encheu de água. Precisava sentir seu gosto. Eu tinha urgência. Ela me implorou e abriu suas pernas para que eu iniciasse a minha exploração. Passei a língua pelo seu sexo, sentindo seu cheiro, seu gosto. Delicioso. Brinquei com seu clitóris, ela enlouquecia, e passei a lambê-lo, sugá-lo com avidez, um néctar dos deuses. Penetrei minha língua nela e fiz movimentos de vai e vem. Ela gemeu mais ainda. Rebolou seus quadris e quase enlouqueci. Senti que ela estava para gozar e... parei. Ela me implorou para que eu continuasse, para não torturá-la mais, fui até ela e beijei sua boca, ela sentiu seu próprio gosto. Beijo delicioso. Acariciei sua língua com a minha, mordisquei seus lábios. Desci minha mão até seu sexo e fiz pequenos carinhos em seus pelos cor de fogo. Ela gritou desesperada para eu possuí-la. Encaixei meu sexo em sua coxa e suavemente penetrei dois dedos nela, massageei sua carne quente e molhada com pequenos movimentos de vai e vem. Meus dedos deslizavam suavemente dentro dela. Ela gemeu alto enlouquecida. Aumentei a intensidade do movimento e mais enlouquecida ela ficava. A cada gemido fui aumentando a intensidade dos movimentos do meu corpo e da minha mão, ela contorcia seu corpo, senti tremê-lo em meus braços, até explodirmos num gozo intenso, forte, completo, sublime. Senti-me completa. Não poderia mais viver sem minha deusa dos cabelos de fogo.
sábado, 13 de outubro de 2007
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3 comentários:
este capítulo foi maravilhoso,parabéns,espero anciosamente por novos capítulos.beijos
Simplesmente não tenho palavras para descrever como e bom ler um conto que prende a atenção e me deixa anciosa esperando os próximos capítulos.....vc e o máximo gatinha e muuito bom ter vc no Pub e trocar ideias.
Parabéns....continue sempre escrevendo assim.
Bjus linda
Nane
UUIIII... que delícia!!!
Tá ótimo sua história.
Bjs
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